:. Tomada 5 - Cena 1 .: Não Por Acaso

.: Ficha Técnica
Título Original: Não Por Acaso
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
.: Sinopse
Dois homens não se conhecem mas têm em comum a forma como levam a vida: baseada em precisão, controle e método. Um imprevisível acidente envolvendo duas mulheres mudará o curso de suas vidas para sempre. O engenheiro de trânsito, que controla o fluxo de automóveis da cidade de São Paulo, será obrigado a conhecer e conviver com a filha adolescente após a perda de sua ex-mulher. Enquanto o jogador de sinuca, abandonará o luto de sua namorada e também sua insegurança profissional ao se envolver com uma inesperada mulher. Nessa trama em que muitos destinos se cruzam os dois terão que aprender a lidar com a falta de regras da vida.
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Não por acaso que fui assistir o filme, gosto de cinema nacional, gosto de salas vazias em horários alternativos e gosto de boa companhia. Pois bem, numa tarde de sábado tudo me levou a sentar na confortável poltrona do HSBC Belas Artes.
O filme se divide em duas histórias distintas que em sua vertical, nnao tem relação direta, os personagens principais não se conhecem, sequer se encontram. Curiosamente o filme parece se dividir em duas partes tão distintas quanto seus personagens: fantástico e embraçoso - intrigante e óbvio e - não por acaso - início e fim. O filme se perde por completo no fim da primeira hora de exibição, perde o roteiro que se torna óbvio e cansativo, perde os personagens que se contradizem e se apagam, perde os planos continuos, as sequências que no inicio se sucediam entusiasticamente.
A cada vez que vejo um filme brasileiro tenho uma nova surpresa: um enquadramento diferente, uma sequência, um dialogo, alguma coisa realmente nova. Não por acaso, a história encontra espaço de sobra para abusar de planos gerais (aéreos ou não) da cidade, um cuidado intimista e revelador sobre o trânsito de São Paulo e as jogadas sobre a mesa de bilhar com a bola branca se sobrepondo ao cálculo mental de Pedro (Rodrigo Santoro), que faz da película uma agradável novidade técnica. Mas o que realmente me prendeu a respiração foi a sequência "Dois Minutos Faz a Diferença" quando Tereza (Branca Messina) sai da casa do namorado Pedro (Rodrigo Santoro), é uma cena simples logo depois de um momento de catárse e que não por acaso estava colocada nesse ponto da história,
Já nasceu comercialmente com cara de sucesso de público, não por acaso. A presença de Rodrigo Santoro (e sim ele é brilhante) pós 300 (de Esparta), parecia assinalar um filme com toda a qualidade e eficiência comercial hollywoodiana, muito da espectativa sobre o filme gira sobre a sua presença no elenco contracenando com atores globais como Leticia Sabatella e Leonardo Medeiros.
O filme tem planos, caras e bocas e mais cenas inteiras de telenovela, mesmo algumas das cenas externas tem um qué de novela das oito. Não por a caso o produtor associado é Daniel Filho e o estudio Globo Filmes.