O cara que é a Elite

O post não é sobre o filme da Elite que você está pensando. Muito já se falou sobre ele e eu não tenho nada de interessante a tratar. É um filme muito bom, perde para Cidade de Deus no aspecto técnico e ganha no apelo popular, já que inúmeras frases do Capitão Nascimento caíram no vocabulário popular. De resto os dois empatam. Pronto, isso é tudo o que tenho a dizer de Tropa de Elite (Ação, 2007).

Quero é falar sobre o cara que transformou o filme: Wagner Moura. Confesso que eu não achava a melhor indicação para viver um policial violento como do BOPE. Mas não só viveu, como deu ao personagem uma dimensão inimaginável até para os produtores, que resolveram basear o filme na atuação dele, ao invés de focar am Matias, como era a idéia inicial. Wagner Moura interpretou o Capitão Nascimento de uma forma tão maravilhosa que não tinha como não torná-lo principal.

Você assiste Tropa de Elite numa terça-feira e sai babando com a atuação do cara. E eis que na quinta-feira, você acha uma sessão escondida de Saneamento Básico – O Filme (Comédia, 2007) no Cine Unibanco. Preço do ingresso mais barato, vamos ver. Comédia de Jorge Furtado, o mesmo diretor de “O Homem que Copiava”. O roteiro é legal, várias piadas até interessantes, mas que funcionam ainda melhor justamente por causa do elenco de pesos pesados, que carregam o filme nas costas: Fernanda Torres, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos e... Wagner Moura! Numa comédia! Um papel diametralmente oposto. Um personagem que, tal qual o Capitão Nascimento, se expressa muito pelos gestos, pelas expressões, pelo corpo, pelo olhar... Meu Deus do céu, não há personagem que esse cara não consiga fazer e ficar ducaralho? Esse Wagner Moura está na Elite. Estou pensando se ficaria muito feio ter um pôster dele no meu quarto...

 

      

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