:. Tomada 8 - Cena 1 .: Os Desafinados


.: Ficha Técnica
Título Original: Os Desafinados
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento (Brasil): 2008

.: Sinopse
Década de 60. Joaquim (Rodrigo Santoro), Dico (Selton Mello), Davi (Ângelo Paes Leme) e PC (André Moraes) são jovens músicos e compositores, que partiram para Nova York em busca de sucesso. Lá eles formam um grupo, chamado Os Desafinados, e integram o movimento que lançou a bossa nova. Ao longo dos anos eles acompanham o cenário político e musical do Brasil.

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Um filme sobre o nada. O encontro de atores, diretor e estúdio que ajudaram nesse posto mais nobre do cinema brasileiro atual entusiasmaram crítica, público e mídia a lotar salas na estréia e colocar o filme no top five nacional. E, talvez, justamente por isso tenha decepcionado mais, pô você coloca atores bons dirigidos por um diretor bacana, uma música tema fantástica inclusive dando nome ao filme no cinquentenário da Bossa Nova fervilhando em exposições, cadernos de cultura e rodinhas de bares, e numa semana em que nenhum hollywoodiano chega com força por aqui. Tudo, harmonicamente, no tom certo, tão certo que você pára tudo, compra o ingresso, pipoca, coca-cola grande, senta sorrindo na sala e ansiosamente aguarda o dito cujo. Primeira cena: personagem recebe notícia que uma amiga faleceu, liga para os amigos para avisar e marca um encontro para relembrar os "velhos tempos", só então percebo o porquê do nome do filme. Dai para frente é angustiante, o surgimento do grupo, o romance do protagonista e seu sumiço no comunismo - os três fatos principais do filme - começam e terminam no nada. Bem como algumas falas, como muitas cenas, como alguns personagens, simplesmente não tem o porquê de surgir, senão o de existir na trama. Do que pode se chamar de trama nos 131 minutos de filme é tudo compassadamente previsível em milhares de xavões cinematográficos e contextuais, da Bossa Nova mesmo o nome de João Gilberto exaltado numa cena fria e a trilha sonora. Inclusive, justiça seja feita, trilha sonora, a fotografia e a Cláudia Abreu em caras e bocas são pontos fortes mas que definitivamente não salvam o filme de uma desafinação total. Quando o letreiro começa a subir não se sabe qual expressão estão nos rostos no cinema, incredulidade no que se viu, felicidade por ter acabado, indignação, insatisfação, bocejo, isso dos que ficaram porque, um a um, ao todo sete sairam antes, não aguentaram.
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